Como estão as tecnologias para remediação de água subterrânea?

Como estão as tecnologias para remediação de água subterrânea?

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Um tema muito muito debatido nos últimos anos na área de meio ambiente é o Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC). Um processo que consiste em diversas investigações para entender a presença, origem e qual o tipo de contaminante está afetando uma área em estudo. Após uma pesquisa criteriosa com um denso levantamento de dados é embasada a ideia de como remover, caso necessário, o risco associado ao contaminante que afeta aquele local.

A Remediação de Áreas Contaminadas (RAC) é um processo que irá remover, reter ou até mesmo reduzir a concentração dos contaminantes presentes na área do projeto. Seu objetivo é garantir a reabilitação daquele espaço, respeitando os limites aceitáveis de risco à saúde humana e ecológica.

Existem diversas técnicas específicas para cada contexto atendendo a necessidade do estudo. No entanto, como se tem trabalhado essa etapa atualmente? Acompanhe até o final do texto para enriquecer seu conhecimento sobre esse tema! 

Como funciona o processo de Remediação? 

Inúmeras metodologias de remediação do solo e de água subterrânea vêm se aprimorando nos mais variados contextos. Entre elas se destacam: 

  • Processo de air sparging;
  • Extração de vapores do solo;
  • Injeção de oxidantes químicos e vapor;
  • Entre outros. 

No RAC, as alternativas tecnológicas precisam ser fundamentadas no conhecimento das propriedades contaminantes, mecanismo de fluxo e transporte, e nas características hidrogeológicas de cada área.

A escolha do melhor plano de remediação precisa levar em conta as particularidades da área e atender alguns critérios, sobretudo técnicos e econômicos. Deve-se ter ciência do tipo de substâncias envolvidas e buscar a melhor maneira de gerenciar o risco identificado. 

Além disso, a escolha da tecnologia deverá levar em conta o volume a ser tratado e a concentração do contaminante no meio afetado. Cada técnica responde melhor quando se tem conhecimento da concentração do produto a ser remediado, alguns métodos, por exemplo, são mais efetivos para concentrações altas, porém ineficiente quando a concentração está mais baixa. 

Métodos como bombeamento e tratamento são muito indicados para remediação de fase livre (produto oleoso sobrenadante verificado em poços de monitoramento de água subterrânea), mas não é possível bombear um líquido orgânico impregnado nos poros do solo, por exemplo.

Tecnologias alternativas para remediação de água subterrânea

A busca por novas metodologias para um melhor desempenho e menor tempo de remediação é um grande desafio. Grande parte dos trabalhos desenvolvidos envolvem o uso de múltiplas técnicas de modo a atuar de maneira sinérgica no processo de remediação. No geral, esses processos buscam promover taxas de extração elevadas dos constituintes voláteis do solo e águas subterrâneas. 

O sistema de aeração in-situ, ou air sparging, por exemplo utiliza ar injetado para remover os compostos voláteis, favorecendo também a biodegradação aeróbica de determinados compostos por incrementar a quantidade de oxigênio dissolvido nas águas subterrâneas.

Vale entender que reinjeções de águas tratadas, por outro lado, podem aumentar o volume de contaminantes extraídos na água bombeada, devido ao aumento dos gradientes hidráulicos na região. Águas reinjetadas também aceleram o processo de dissolução dos contaminantes além de outros mecanismos, como o processo de oxidação e dessorção, quando a substância química é inserida no meio. 

O processo de atenuação natural monitorada (ANM) em águas subterrâneas, com base nos princípios naturais de degradação, resultam da interação de uma série de mecanismos no subsolo que são classificados como “destrutivos” ou “não destrutivos”. Essa biodegradação aeróbica ou anaeróbica é considerada o processo mais relevante para a redução da massa de contaminantes no subsolo. 

Processos de atenuação não destrutivos, por outro lado, incluem a dispersão, diluição (por recarga), volatilização e adsorção nas partículas do solo. Embora seja uma alternativa adicional para o tratamento de aquíferos contaminados, essa tecnologia normalmente demanda um maior período, para atingir os critérios de tratamento estabelecidos para a área.

Fonte: Freepik

Melhor prevenir do que remediar

A origem das áreas contaminadas está intimamente relacionada ao desconhecimento de práticas seguras para o uso de substâncias perigosas, e à ocorrência de acidentes ou vazamentos durante o desenvolvimento dos processos produtivos. 

A existência de uma área contaminada pode gerar problemas, como danos à saúde, comprometimento da qualidade das águas, restrições ao uso do solo e danos ao patrimônio público e privado, desvalorização das propriedades, além de danos ao meio ambiente. 

Processos relacionados à produção, tratamento e logística de produtos de petróleo como refinarias, petroquímicas, áreas de armazenamento e transporte de hidrocarbonetos e postos de combustíveis, entre outras atividades produzem e acumulam grande quantidade de compostos químicos tóxicos que podem originar contaminações ambientais.

Prezar pelas boas práticas e evitar que sua área se torne contaminada trará benefícios tanto para o seu empreendimento, quanto para o meio ambiente e a sociedade como um todo!

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Referências consultadas 

Águas subterrâneas. Disponível em: https://cetesb.sp.gov.br/aguas-subterraneas/ Acesso em: 27 de abr. 2024

Orientação técnica e regulatória para oxidação química in situ de contaminação de solo e águas subterrâneas. Disponível em: https://itrcweb.org/teams/projects/in-situ-chemical-oxidation Acesso em: 27 de abr. 2024

Tecnologias de Remediação de Áreas Contaminadas por Hidrocarbonetos. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/108476/000946140.pdf?sequence=#:~:text=Diversas%20metodologias%20de%20remedia%C3%A7%C3%A3o%20de,qu%C3%ADmicos%20e%20vapor%2C%20entre%20outros. Acesso em: 26 de abr. 2024

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