Como reduzir as vulnerabilidades e se preparar para enchentes?

Como reduzir as vulnerabilidades e se preparar para enchentes?

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Morar em um país tropical significa temperaturas médias elevadas durante o ano todo e altos índices pluviométricos. As chuvas neste tipo de clima são espalhadas de maneira proporcional, marcando sua principal característica, que é a definição de duas estações: uma quente e seca, e a outra quente e chuvosa.

Decorrente da geografia de nosso país e anos de história, nos deparamos com cenários onde as fortes chuvas ocasionam alagamentos, enchentes e consequentes perdas materiais, além do risco de contaminações e diversas doenças colocando em risco a saúde humana.

Se interessou pelo tema? Venha conhecer nesta matéria como tratar um tema tão corriqueiro e importante nos tempos atuais.

Qual o motivo dos desastres ambientais?

Não apenas o Brasil, mas toda a América Latina possui um ambiente com muitos fatores de risco. Temos em comum uma alta densidade populacional, crescimento econômico vagaroso, mudanças climáticas e instabilidade política que afetam diretamente a população.

A pesquisadora de desastres ambientais da Universidade Marítima Internacional do Panamá, Amaly Fong Lee, explica que a vulnerabilidade é decorrente de nossas cidades ainda estarem em desenvolvimento. Elas cresceram sem planejamento adequado, com a formação de assentamentos nas periferias em expansão como morros e áreas íngremes, aumentando o risco de deslizamentos de terra, por exemplo.

“Temos uma variedade de ecossistemas que nos torna muito vulneráveis, como muitos países situados em áreas sísmicas e vulcânicas e outros em planícies afetadas por enchentes e secas”, diz Pascal Girot, especialista em desastres da Universidade da Costa Rica.

O que é redução de risco de desastres?

Ao longo do tempo, a luta contra desastres ambientais têm se concentrado na população socialmente mais vulnerável. Desde o final do século 20, especialistas de diversos países desenvolveram um pacto chamado RRD - Redução do Risco de Desastres - , com a finalidade de reduzir o impacto dos desastres com uma gestão de riscos adequada, priorizando o desenvolvimento urbano efetivo.

A RRD é “o conceito e a prática de reduzir os riscos de desastres por meio de esforços sistemáticos para analisar e diminuir os fatores causadores dos desastres”, conforme descrito pela ONU. Ela envolve atividades relacionadas à prevenção, como a realocação de pessoas de uma área de risco, à mitigação, como a construção de defesas contra enchentes, e à preparação, como a identificação de rotas de evacuação. 

Durante o ano de 2015, representantes globais adotaram o Marco de Sendai, acordo global da ONU sobre a RRD. Os principais tópicos abordam temas como redução da mortalidade por desastres e das perdas econômicas e a implementação de estratégias contra desastres em mais países. Ao todo, sete metas prioritárias devem ser cumpridas até 2030:

  • Reduzir a mortalidade global por desastres;
  • Reduzir o número de pessoas afetadas globalmente;
  • Reduzir a perda econômica direta em relação ao PIB;
  • Reduzir os danos causados por desastres à infraestrutura essencial e a interrupção de serviços básicos;
  • Aumentar o número de países com estratégias de redução dos riscos de desastres;
  • Aumentar substancialmente a cooperação internacional com os países em desenvolvimento;
  • Aumentar a disponibilidade e o acesso a sistemas de alerta precoce para diversos riscos.

“Podemos evitar desastres trabalhando nas vulnerabilidades”, colabora Deysi Jerez Ramírez, pesquisadora de redução do risco de desastres da Universidade de Ciências e Artes de Chiapas, no México. “Se não houver uma população vulnerável, os danos causados por um fenômeno natural serão reduzidos.”

Como o racismo ambiental afeta as comunidades vulneráveis

O termo “racismo ambiental” vem da ideia de descrever a forma como as populações mais pobres e marginalizadas são afetadas de forma significativa pelos impactos ambientais, como a poluição do ar, a contaminação da água, as enchentes e o desmatamento. Esse cenário se faz presente pois essa população muitas vezes tem menos poder político e econômico para evitar ou remediar esses impactos.

Agrupamentos de famílias que precisam viver em vilas e áreas construídas em encostas íngremes, sujeitas a deslizamentos de terra e enchentes são as mais prejudicadas. O racismo ambiental é, portanto, uma forma de discriminação ambiental visto que as políticas ambientais e os projetos de desenvolvimento são implementados de forma que não são dispostos esforços direcionados a essa população vulnerável.

Combater o racismo ambiental envolve a defesa dos direitos humanos e ambientais. Isso inclui o direito à integração de povos originários e demais afetados em decisões sociais, ecológicas e econômicas. É importante que as comunidades afetadas sejam ouvidas e que seus conhecimentos e experiências sejam valorizados na elaboração de políticas e projetos de desenvolvimento.

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Referências consultadas:

G1.Globo. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/02/12/o-que-foi-feito-e-o-que-falta-fazer-para-evitar-mais-tragedias-causadas-por-chuva.ghtml Acesso em: 09 mar. 2024

O eco. Disponível em: https://oeco.org.br/reportagens/como-reduzir-os-riscos-de-desastres-ambientais-na-america-latina-e-no-caribe/ Acesso em: 08 mar. 2024

O que é racismo ambiental e como afeta as comunidades marginalizadas. Disponível em: https://www.fundobrasil.org.br/blog/o-que-e-racismo-ambiental-e-como-afeta-as-comunidades-marginalizadas/ Acesso em: 14 mar. 2024

Orientações básicas para gestores e técnicos do SUS para situações de desastres associados a inundações. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/vigilancia_em_saude/cartilha-orienta-es-b-sicas-para-gestores-e-t-cnicos-do-sus-para-situa-es-de-desastres-associados-a-inunda-es.pdf Acesso em: 09 mar. 2024

A HIDROPLAN, pioneira no país em hidrogeologia de contaminação e meio ambiente subterrâneo, realiza serviços de consultoria, assessoria e gerenciamento de projetos ambientais, focados em soluções ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis, pautados na excelência técnica, ética profissional e inovação tecnológica.

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