A poluição do ar é um assunto sério e cada vez mais recorrente, sendo os principais poluentes emitidos para a atmosfera o monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), óxidos de nitrogênios (NOx), óxidos sulfúricos (SOx), aldeídos (COH), metano (CH4), material particulado e hidrocarbonetos aromáticos. 

Uma das consequências da poluição do ar é que ela pode afetar a saúde: a poluição do ar está relacionada a 7 milhões de mortes prematuras em todo mundo a cada ano; o clima: alguns poluentes atmosféricos podem agravar as mudanças climáticas e aumentar o aquecimento global; a energia: uma vez que a neblina e poeira causadas pela poluição do ar podem reduzir os rendimentos de energia solar em até 25%; os alimentos: a poluição do ar causar impacto no rendimento agrícola (até 15% para o trigo e 5% para soja) e a água: a poluição atmosférica afeta padrões de chuva e contribui com a chuva ácida que afeta as águas superficiais e subterrâneas (WORLD RESOURCES INSTITUTE, 2019). 

Adicionalmente, a poluição do ar causa desequilíbrio no ciclo hidrológico, uma vez que podem ocorrer alterações nos padrões de chuva, intensidade das monções, diminuição da intensidade de radiação solar, impacto na taxa de evaporação e transporte de água. De acordo com o World Resources Institute (2019) o material particulado pode “afetar a intensidade das monções na Ásia e intensificou as secas na China, na América do Norte e no sul da Ásia. A poluição atmosférica na Europa e na América do Norte afeta as chuvas e a seca no Sahel”. 

Além disso, a poluição atmosférica contribui para o fenômeno de chuva ácida. Todas as chuvas são ácidas, porém pode ter um aumento da acidez devido a elevada concentração de óxidos de enxofre e nitrogênio na atmosfera. Estes óxidos juntamente com o óxido de carbono são chamados de óxidos ácidos, porque em contato com a água (neste caso água de chuva) formam ácidos e são liberados para atmosfera por queima de combustíveis fósseis em decorrência de atividades antrópicas.  

Segundo o site “Química Ambiental” da USP, a água de um lago em condições naturais tem o pH entre 6,5 – 7,0. O excesso de acidez na chuva pode provocar a acidificação de lagos, principalmente aqueles de pequeno porte, e o pH pode chegar a 5,5 e com isso matar larvas, pequenas algas e insetos, prejudicando também os animais que dependem desses organismos para se alimentar. Quando o pH da água chega a 4,0 – 4,5 pode ocorrer a intoxicação da maioria das espécies de peixes e levá-los até a morte.

No caso das águas subterrâneas a água ácida proveniente da chuva pode infiltrar e comprometer as águas armazenadas nos aquíferos. Outro problema é quando uma indústria emite gases e material particulado para a atmosfera, e esse material "viaja" pelo ar e quando há chuva esses contaminantes poderão ser depositados longe das fontes emissoras.

Um grande contribuinte para a poluição do ar são os veículos. De acordo com um artigo publicado pelo Instituto Água Sustentável o diesel é responsável pelos poluentes que saem dos escapamentos de ônibus e caminhões e são lançados diretamente no ar, adicionalmente a motorização privada individual responde por 73% das emissões de gases poluentes. No dia 22 de setembro foi comemorado o Dia Mundial Sem Carro e o Instituto Água Sustentável publicou uma matéria sobre o assunto e deu algumas dicas para evitar ou diminuir as emissões de gases para a atmosfera, confira AQUI.

Embora os impactos sejam preocupantes, há muitas ações que podem ser realizadas para reduzir a poluição e melhorar a qualidade do ar, os benefícios superam os custos. 

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Referências:

INSTITUTO ÁGUA SUSTENTÁVEL, 2020

QUÍMICA AMBIENTAL - USP, 2006

WORLD RESOURCES INSTITUTE, 2019