Práticas de responsabilidade social corporativa cada vez mais estão se tornando parte de estratégias de empresas e passam a ser um diferencial para o setor empresarial e industrial. As instituições estão cada vez mais conscientes da importância do retorno econômico e ações socioambientais. Entenda mais sobre sustentabilidade no artigo.

Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizado em 1972 em Estocolmo (Suécia), definiu-se pela primeira vez a importância da ação educativa nas questões ambientais. Esta Conferência teve como resultado o “Programa Internacional de Educação Ambiental”, concretizado em 1975 pela Conferência de Belgrado (SOUZA, 2012).

Em Nairóbi, no Quênia, realizou-se em 1982 um encontro para a formação de uma Comissão Mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento, e como resultado foi apresentado, no ano de 1987, o Relatório Nosso Futuro Comum, também conhecido como Relatório Brundtland. Nesse documento, pela primeira vez, foi definida a concepção do desenvolvimento sustentável (SOUZA, 2012).

Muitos são os autores que definem desenvolvimento sustentável, tal como o conceito proposto pelo World Commission on Environment and Development (1987), que diz que o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança pelo qual a exploração dos recursos naturais, os investimentos, o desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais devem trabalhar em harmonia e fornecer para o presente e para o futuro uma resposta às necessidades e aspirações da humanidade. De acordo com a Food and Agriculture Organization of the United Nations - FAO (1990), a sustentabilidade do uso dos recursos naturais necessita de boas gestões para que o uso seja ambientalmente adequado e assegure a viabilidade econômica. 

Uma definição mais geral é que o “desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, garantindo a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro” (WWF-Brasil). 

A água e sustentabilidade

Ações sustentáveis que promovam a boa qualidade e quantidade do recurso hídrico são de suma importância (SOLDERA, 2017). Desde os anos de 1990, a poluição da água tem se tornado mais grave em todos os rios da América Latina, África e Ásia (UNITED NATIONS WORLD WATER ASSESSMENT PROGRAMME, 2016). As principais causas incluem a falta de tratamento de efluentes lançados em lagos e rios e práticas insustentáveis de uso do solo, que aumentam a erosão e sedimentação de corpos d’água. Esta tendência é influenciada pelo aumento populacional, pela urbanização e pela falta de gestão dos efluentes provenientes do setor industrial e agrícola (UNITED NATIONS WORLD WATER ASSESSMENT PROGRAMME, 2016).

Aliadas à poluição causada pelo homem estão às mudanças climáticas que afetam a disponibilidade do recurso hídrico e, com isso, torna-se mais difícil sustentar as necessidades socioeconômicas, a integridade dos ecossistemas e a sustentabilidade ambiental (SOLDERA, 2017). As mudanças climáticas, o estresse hídrico e a degradação do meio ambiente estão afetando uma grande parcela da população ao redor do mundo e representam grandes desafios para a segurança e o bem-estar humano. 

A escassez da água pode ser resultado de múltiplas causas, mas destas destacam-se três: a) escassez física; b) escassez econômica; e c) escassez institucional, sendo esta última responsável pela oferta segura de água aos usuários (FAO, 2012).

A disponibilidade de água é altamente dependente da sua qualidade. A má qualidade da água pode prejudicar muitos usos e seu tratamento pode envolver um custo muito alto, tornando-se inviável. De acordo com um estudo feito por Veolia & International Food Policy Research Institute (2015), a deterioração da qualidade da água está cada vez mais elevada, e isto já representa dano para a saúde, economia e ecossistemas. 

Assim, a conservação da água precisa de medidas políticas eficientes e a gestão hídrica é essencial para sustentar o desenvolvimento econômico, objetivando assegurar a proteção e o uso sustentável (SOLDERA, 2017). Promover a adequada capacidade técnica e o suporte no gerenciamento de água e esgoto é uma parte importante dos desafios enfrentados por muitos países (UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL ORGANIZATION, INTERNATIONAL CENTRE FOR TECHNICAL AND VOCATIONAL EDUCATION AND TRAINING, 2012). 

Investimento em projetos de sustentabilidade hídrica e gestão dos ecossistemas é um pré-requisito para o desenvolvimento econômico e para expansão de oportunidades de emprego em setores dependentes de água, como a agricultura, pesca, silvicultura, energia, indústria, turismo e saúde, bem como, indiretamente, em outros setores (SOLDERA, 2017). Diálogos entre unidades governamentais, operadores de água, trabalhadores do setor hídrico e usuários podem ajudar em abordagens e planejamento para garantir o uso sustentável e acesso à água.

O entendimento de que todos dependem dos recursos naturais para a sobrevivência humana, para a conservação da diversidade biológica e para o próprio crescimento econômico é fundamental para o desenvolvimento sustentável, o qual sugere a utilização dos recursos naturais com qualidade e não em quantidade (WWF-Brasil).

Serviços na área de sustentabilidade

A HIDROPLAN realiza estudos de sustentabilidade e segurança hídrica para a sua empresa. Executamos diagnósticos e prognósticos sobre a ocorrência e disponibilidade regional dos recursos hídricos, envolvendo também avaliações detalhadas dos diferentes usos, consumos e qualidade destes recursos. Análises estratégicas em cada etapa do seu processo industrial e em todo o ciclo de vida do seu produto. Fale conosco. Solicite um orçamento.  

E-mail: hidroplan@hidroplan.com.br ou (11) 4612-0480.