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Publicado em 26/11/2015 por Everton de Oliveira | Deixe um comentário

Uma das classificações mais conhecidas e importantes em contaminações de solo e água subterrânea é aquela que separa por suas densidades os grupos de contaminantes líquidos e imiscíveis com a água. Os contaminantes menos densos (mais “leves”) do que a água são denominados pelo acrônimo LNAPL (lê-se elnépou), do inglês Light Non-Aqueous Phase Liquid, e os mais densos ou mais “pesados” por DNAPL (dinépou), Dense Non-Aqueous Phase Liquid. A importância e o reconhecimento desta classificação fazem todo o sentido, pois profundidade da contaminação significa custo, quanto mais profunda sua localização, exponencialmente mais cara será sua investigação e tratamento.

Os principais compostos menos densos, LNAPLs, são os hidrocarbonetos de petróleo presentes na gasolina, o grupo BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e os isômeros do xileno). E os principais mais densos, DNAPLs, são os solventes clorados percloroetileno (PCE), tricoloroetileno (TCE), os isômeros do dicloroetileno (DCE) e o cloreto de vinila (CV).

Embora em sua denominação o termo “imiscível” esteja incluído, o que ocorre é que eles possuem uma miscibilidade muito baixa, pois podem ser dissolvidos em água em concentrações da ordem de microgramas por litro até poucos gramas por litro. É essa solubilidade que ajuda a os torna-los mais perigosos, pois a água subterrânea apresenta grande mobilidade no meio ambiente subterrâneo. A água é, na verdade, o elemento mais móvel em subsuperfície.

Assim, ao migrarem por gravidade para baixo, estes contaminantes, na sua forma líquida, vão se dissolvendo e sendo carreados pelo fluxo de água subterrânea por entre os poros do material sólido que forma o aquífero (grãos, sedimentos).

Se a diferença de densidade faz com que o líquido menos denso fique sobre a água subterrânea e que o mais denso afunde, indo para maiores profundidades, o mesmo NÃO OCORRE com a água que carreia as moléculas que nela se dissolveram. A densidade final da mistura de água mais compostos dissolvidos, exatamente por estes apresentarem uma solubilidade muito baixa, é praticamente idêntica à da água pura, o acréscimo de massa é de contaminantes é baixo e a alteração de densidade é absolutamente desprezível em termos de fluxo de água subterrânea. Ou seja, a pluma de contaminação originada por um DNAPL não é mais densa que a água subterrânea. DNAPL em fase dissolvida não afunda, portanto. Na verdade, a pluma de fase dissolvida, pela definição, nem mesmo DNAPL é, pois não é uma fase separada imiscível.

Essa confusão de se considerar a fase dissolvida como sendo DNAPL é muito comum e não deve ocorrer, já vimos muitas decisões tomadas a partir do conceito errôneo de que a fase dissolvida é DNAPL. Novamente, para que não sobre dúvida, fase dissolvida de compostos organoclorados não são DNAPLs, não afundam.


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Publicado em 26/11/2015 por Everton de Oliveira
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EVERTON DE OLIVEIRA
GUSTAVO ALVES DA SILVA
Geólogo,  MBA em Meio Ambiente pela Escola Politécnica da USP,  sócio da HIDROPLAN, Vice Presidente da ABAS e membro do conselho da Revista Água e Meio Ambiente Subterrâneo.
DANIEL CARDOSO
Geólogo, mestrado em SIG pelo IGCE- UNESP, Vice Presidente da APG - Associação Paulista de Geólogos 
 

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